Sinto a tua falta, morro de saudades, É em dias como estes que sinto o mundo quase a parar, como se só tu existisses e fosse a tua respiração a ditar a velocidade a que ele deve rodar. Vejo-te de braços abertos a sorrir-me, antes de te dissolveres num abraço imenso no qual eu aproveito para me esconder do mundo. Tu chegas-te ainda mais a mim, entre os nossos corpos escorrem mil fios de cola invisível e dizes-me com a voz de menino: “é para sempre”. Apenas com dezasseis anos e uns bons anos de escola, mas acho que nasci com uma alma antiga, porque olho para mundo e vejo mais longe do que muitos conseguem alcançar. Por isso talvez a nossa amizade venha de outro tempo, um tempo sem tempo, uma existência eterna e paralela onde tu também tens dezasseis anos e tens objectivos exactamente como eu. Nem sempre conseguimos encontrar-nos no tempo presente, nem sempre tens tempo para mim, mas eu sei que posso contar contigo, que num momento de crise estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno. Devo-te tudo, devo-te este mundo e o outro, não pelo que és mas pelo que me tornaste e ensinaste. F.
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