quinta-feira, 1 de abril de 2010

LABIRINTO

Às vezes sinto-me sozinha, porque a pessoa que me faz falta não está, ou porque acho que não estou a fazer o correcto, que devo parar e pensar melhor para mais tarde não me arrepender. Depois vejo que se calhar desvalorizei quem realmente estava comigo e fazia tudo pra meu bem, só para valorizar quem aparentava ser bom comigo, mas que no fundo não passava de um cobarde que gozava com a minha cara e que fingia sentimentos. Tenho milhentos amigos, conheço meio milhão de pessoas, saio com eles, farto-me de rir, de chorar de emoção, de abraçar com força e de viver com eles á grande, mas parece que isso nunca chega, que falta qualquer coisa e eu não consigo encontrar. Sou capaz de estar o dia todo sem pensar em tal coisa, mas quando estou mais isolada, e no meio do nada, meto-me a pensar "e agora? o que é que eu faço?" ou "o que é que eu fiz de errado para isto me estar a acontecer?" Tenho as perguntas só me faltam as respostas e essas tenho encontrado ao longo do tempo. Tenho caído, fraquejo muitas vezes, mas há sempre aqueles que me agarram e me puxam. Aqueles que são os verdadeiros e é neles que me tenho que focar, é neles que tenho que pensar e em mim. tenho desgostos amorosos, sinto-me presa por haver rapazes na minha vida, deviam desaparecer todos para eu viver bem, sem problemas, mas não há maneira, tenho que me acostumar e com o tempo aprendi a lidar com isso. Não sou totalmente 'craque' nisto, mas já passei por algumas coisas e tento não me magoar, pois estou farta. L A B I R I N T O, acho que é a melhor definição humana para a vida, sempre cheia de caminhos, curvas, e rectas, mas principalmente de caminhos, caminhos complicados. Sempre com questões de ' por qual seguir? '. É realmente um verdadeiro labirinto, onde cada caminho que escolhemos é uma mudança na vida, onde a curva e as paredes do labirinto não nos permitem ver onde vamos parar. Sabes o que era bom mesmo? Era que a vida fosse formada por vários caminhos, mas que pudéssemos ver o que havia neles, para fazermos sempre a escolha mais acertada e quando escolho o caminho errado questiono-me: 'o que faço agora?’ o bom nisto tudo é que o caminho que escolhemos tem sempre volta, e se tem volta, basta olharmos pra traz. Enfim, tudo isto se torna num pesadelo e eu só tenho questões.

SandraRodrigues*

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